Análise | Game of Thrones – S08 Ep06

Desfecho da série deixou a desejar pelo roteiro fraco


Game of Thrones adquiriu sucesso ao longo do tempo com tramas profundas e debates ideológicos, centrados em personagens cativantes que lutavam consigo mesmos pelo poder. Todos os acertos parecem ter sido ignorados pela equipe da HBO, já que o episódio “O Trono de Ferro” encerrou a série não de forma agridoce como prometiam, mas de um jeito totalmente amargo.

Quando o episódio começa, algo estranho já se nota. Tyrion, que esteve apagado por inúmeros episódios, finalmente recebe outro tempo de destaque e o ator Peter Dinklage consegue entregar uma atuação fiel ao personagem. Ainda surge sua decisão de não apoiar Daenerys, que proporciona diálogos rasos demais com Jon Snow na prisão.

A Rainha Dragão não ficou enlouquecida exatamente como seu pai, mas foi sim corrompida pelo poder conquistado. Aqui é possível fazer uma analogia com a série em si. GoT alcançou o poder com milhares de fãs ao redor do mundo e enlouqueceu na hora de amarrar os pontos para a conclusão. Todas as tramas com ramificações foram resumidas em linhas gerais para realizar um desfecho de seis episódios na oitava temporada, com desdém para pontos até então importantes – a história do Rei da Noite e o Azor Ahai, por exemplo.

O que mais empolgou no episódio foram as cenas de Drogon, com enquadramentos poéticos e que agregaram – e muito – visualmente. Não é exagero afirmar que o dragão foi o melhor personagem desta conclusão. A cena da besta após Jon Snow matar Daenerys foi impressionante, com o derretimento do Trono de Ferro e a partida para longe dali com sua mãe já morta. Você concorda que destacar um animal em uma série que foca principalmente em humanos é um tanto quanto estranho?

Nas entrelinhas: a morte do bendito trono, que era centro da política presente no enredo, passou a ideia de que nós espectadores estávamos o tempo todo com olhos voltados para o lugar errado. Até que eu e você fomos enganados por este tempo, mas muito em função de um roteiro que desandou.

Após isso, o episódio cai drasticamente e chega a ser ridículo o rumo que foi traçado. A escolha de Bran Stark para assumir o papel de rei foi coerente, porém totalmente apressada e com Tyrion no papel de “conselheiro” principal para a decisão. Foi destoante assistir vários figurões reunidos para ouvir um personagem preso e malvisto pelo povo, ainda que inteligente. As soluções para concluir os arcos são incongruentes com toda a essência medieval, fantástica e profunda apresentada até aqui.

Os Imaculados e Dothrakis são exemplos da inutilidade aplicada a núcleos de personagens. Feito baratas tontas, todos culminaram para seus finais mais previsíveis: a aceitação de que sua rainha morreu e que estão sob novos comandos, em busca justiça e de novas terras para o povo. Até nestes momentos mais secundários, houve a presença de textos pífios. Bato na tecla do roteiro mal amarrado e pobre pois a série nunca se propôs a ser assim tão maniqueísta entre o que é certo e errado.

O Norte fica independente outra vez, agora com Sansa no comando. Arya parte na exploração para o oeste de Westeros. Snow é condenado, pelo assassinato de sua amada Dany, a se juntar aos Selvagens para longe da Muralha. O bastardo/Taragaryen reencontra o fiel lobo Fantasma, agora de maneira adequada e é isto. Conclusões preguiçosas dos showrunners David Benioff e Dan B. Weiss para uma série que poderia conquistar o posto de maior de todos os tempos. No fim das contas, Game of Thrones não soube administrar a própria glória para encerrar sua história decentemente.

NOTA: 7,5.


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Análise | Game of Thrones – S08 Ep05

Penúltimo episódio conta com fogo, sangue e roteiro apressado


Game of Thrones entregou, no quinto e penúltimo episódio da oitava temporada, diversas conclusões de arcos. Fogo e sangue foram aspectos destacáveis de “Os Sinos”. Entretanto, existe a ressalva de que houve pressa exagerada no desenvolvimento da história. A aguardada guerra pelo Trono de Ferro enfim ocorreu, mas será que os meios (leia-se oito temporadas) justificam o ponto em que a série chegou?

De fato foi um episódio equilibrado, com dois extremos: tedioso nos minutos iniciais, imponente do segundo ato em diante. Isso porque os diálogos do começo agregam pouco em termos de narrativa, talvez pela timidez e pouca inspiração no roteiro de David Benioff & D. B. Weiss – ou pelo distanciamento dos livros basilares de George R. R. Martin. E pela evolução de Daenerys Targaryen, que demonstrou sua força bélica e política para tornar-se um interessante ponto de virada no episódio.

Inúmeras pistas foram deixadas ao longo dos anos sobre sua loucura. Execuções cruéis são bons exemplos, para citar uma em específico: Varys, cuja traição fez a Quebradora de Correntes remoer os conselhos recebidos e fazer Porto Real arder em chamas por meio de Drogon. A atitude foi, ao mesmo tempo, realmente interessante e injustificável. Ora, se ao menos sua insatisfação com o povo de Westeros fosse trabalhada com mais tempo, seria compreensível matar inocentes. Mas não, a pressa em entregar essa reviravolta fez a mudança da personagem acontecer em torno de 30 minutos. Difícil de engolir.

Quando os sinos tocam, assinalam a rendição do povo e Daenerys avança, fica claro que Game of Thrones nunca se propôs a ter um enredo preto no branco. E é perceptível o arrependimento de Jon Snow e Tyrion Lannister por apoiarem, agora, alguém com atitudes que os dois repudiam. Os dois serão fundamentais para o próximo episódio e cabe a torcida para que os showrunners não arruínem as belas trajetórias dos personagens.

A dobradinha efeitos visuais e trilha sonora é o que eleva, mais uma vez, a qualidade do enredo. As cenas que entregam pouco do visual do dragão são compensadas pela destruição brutal e de sofrimento. Existe também a sensação do sufoco nas ruas de Porto Real, de suspense, para que fiquemos apreensivos do que está por vir nos segundos seguintes. O que vem a seguir são desfechos antecipados.

O Clegane Bowl, embate dos irmãos Sandor e Gregor, entra para a esfera de cenas emblemáticas da série. O único fim possível dentro da história foi feito com respeito para ambos. São cenas de bons guerreiros em um cenário que cai aos pedaços, combinadas com um dragão ao fundo pelo céu e o entrelaçamento das cenas de Arya Stark. Respeito que faltou no encerramento do arco de Euron Greyjoy, ridiculamente empurrado em nossas goelas. E na conclusão entre Cersei e Jaime Lannister. Morreram juntos pelo amor, só que de forma gratuita e preguiçosa.

É importante dizer que Game of Thrones nunca se propôs a apresentar mocinhos contra vilões e nem mesmo ter apego aos protagonistas. Agora que a culminação dos conflitos chegou, no entanto, a pressa tomou o protagonismo para si e deixou um gosto amargo na boca dos fãs. O que fica é a dúvida se o último episódio terá forças para amarrar as pontas soltas e sobressair aos erros feitos até o momento.

NOTA: 8.


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Análise | Game of Thrones – S08 Ep04

Série permanece com fôlego e imprevisível na reta final


Mais uma vez, Game of Thrones evidenciou os motivos pelos quais a tornam uma série imprevisível. No episódio “Os Últimos dos Starks”, houve principalmente a presença de reviravoltas e discussões políticas. Dois pontos que a produção soube beber ao longo destas oito temporadas. Entretanto, existem ressalvas com a subversão desta essência.

Foi interessante ver a relação dos personagens com o luto depois da guerra. As mortes foram sentidas e ganharam peso para o desenvolvimento de Daenerys Taragryen, por exemplo. Logo depois, banquete e festa pela vitória. A partir daí, o episódio pecou com cenas comuns e um texto sofrível com toques de novela, linhas de diálogo realmente previsíveis. Faltou inspiração aos roteiristas em vários momentos.

Entretanto, quando a trama política virou o foco, foram revividos bons aspectos da série pelos showrunners. Antes apagados, Varys e Tyrion Lannister nos fizeram lembrar que Cersei ainda pode alcançar seus objetivos e permanecer com o Trono de Ferro. Agora sem o Rei da Noite, como contornar esse problema?

Sem tempo a perder, o exército liderado pela Rainha Dragão e Jon Snow – em diferentes núcleos – foi à batalha. É neste momento em que Game of Thrones nos dá a imprevisibilidade com uma reviravolta na história. A morte de dois personagens principais (o dragão Rhaegal e Missandei) equipararam um pouco a reta final e mostraram que a série tem fôlego sim para continuar e arcos para concluir.

Tropas reduzidas para o lado de Khaleesi. Tropas enérgicas para o lado de Cersei. A guerra ganha contornos de equilíbrio e deixa várias dúvidas em cima dos dois últimos episódios da oitava e derradeira temporada. Daenerys ficará louca? Arya Stark matará Cersei ou seria esta a tarefa de Jaime Lannister? Jon reivindicará o que lhe é de direito? E tudo caminha para um final feliz, no geral? Estamos no escuro. E, mais do que nunca, Game of Thrones nos deve a luz.

NOTA: 8.


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Análise | Game of Thrones – S08 Ep03

A aguardada guerra torna-se uma das maiores já filmadas no meio audiovisual


Desde que Game of Thrones estreou, todo espectador sabia do grande conflito que estava por vir junto da chegada do inverno. Agora a prometida estação do frio já está entre nós e trouxe consigo o exército de mortos para o outro lado da Muralha. No episódio “A Longa Noite”, tivemos a real noção de perigo que o Rei da Noite possui e o quão anticlímax pode ser a espera de sete temporadas para o desfecho do arco do vilão.

Toda a cena da batalha transmitia uma sensação crítica e de terror, misturadas com a grandiosidade do conflito. Com dois episódios anteriores que prepararam o terreno, este terceiro entrega acertadamente o que fãs pediam: uma guerra épica. Não houve conversa inútil, e nem tempo de tela mal utilizado nos personagens. Além disso, belíssimas cenas de voo entre os dragões aumentaram – e muito – a qualidade da história.

O que de fato houve foi o embate entre vivos e mortos da maneira mais real possível. Os vivos, porém, mostraram-se imbecis ao extremo. A estratégia de guerra era apenas lutar por suas vidas, nada mais. Nada de flancos atuarem em conjunto, os Dothraki prestarem auxílio aos outros com os cavalos, Daenerys e Snow utilizarem com mais vontade os dois dragões imensos. O horror, o medo e a burrice é o que se pôde extrair deste episódio com mais facilidade.

É necessário tocar no ponto que mais causou controvérsia: a iluminação. Inúmeras vezes era difícil de distinguir o que se passava na tela e não era possível entender o que ocorria. Bem, se você está em um campo de batalha de noite, no início do inverno, com nada mais que poucos pontos de fogo, obviamente será complicado de enxergar algo a alguns metros em frente. A escolha foi decisiva e bem colocada pelos produtores. Isso causou aflição e exemplificou de maneira simples e orgânica como uma guerra seria naquelas circunstâncias.

Mortes simbólicas elevaram a carga dramática do episódio, todas com aspecto de redenção. Sor Jorah Mormont, Theon Greyjoy e Melisandre destacaram que Game of Thrones continua com sangue em tela e imprevisível. Isso fica evidente com a morte do Rei da Noite pelas mãos de Arya Stark. É claro que a personagem era apta a matá-lo e o fez de maneira inteligente, afinal, o arco da menina no passado mostrou seu crescimento para virar uma mulher letal.

No entanto, o desfecho do vilão foi simplório demais para um enredo que construiu, em torno dele, sete temporadas de medo constante. Se ao menos restasse uma ameaça dos mortos depois deste terceiro episódio, a série caminharia para um final interessante. Ainda resta Cersei e sua garra pelo Trono de Ferro, mas agora é apenas isso mesmo.

Game of Thrones entregou uma das maiores batalhas da TV e também do cinema, pelo investimento milionário que bate de frente com várias produções cinematográficas. Mostrou também que a resolução da história não pode perder tempo e que, ainda que alguns não gostem, era exatamente desta maneira que os arcos caminhavam: para um término agridoce.

NOTA: 9.


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Análise | Game of Thrones – S08 Ep02

Um pré-guerra com diálogos importantes


Quanto tempo é necessário para preparar o terreno da grande guerra da temporada e dar espaço aos personagens de forma adequada? Os produtores de Game of Thrones têm a resposta: dois episódios inteiros do oitavo ano. Depois de um retorno fraco (leia aqui), o segundo episódio da temporada, intitulado “Uma Cavaleira dos Sete Reinos”, continuou com a trama lenta e colocou pitadas de decepção na pipoca dos fãs. Mas também apresentou pontos positivos.

A mesma fórmula se repetiu, é verdade. Só que os diálogos do segundo episódio foram mais importantes e inteligentemente escritos para um pré-guerra. Jaime Lannister protagonizou momentos de acerto de contas e mostrou que é um novo cavaleiro. Sua lealdade foi trocada pela vontade de sobreviver. As cenas do Regicida exemplificam a sensação de despedida e encerramento de arcos que o episódio tentou expor.

É simbólico que o Norte seja o primeiro lugar para tais adeus, já que é na região fria de Winterfell onde a série teve início. Além, é claro, de conter personagens carismáticos que os fãs adoram para causar impacto no conflito. Isto posto, é respeitável o tempo de tela que a equipe depositou no local regido pelos Starks, pois diferentes personagens nos levaram para dentro da história em vários locais do castelo. Estivemos lá presentes, você e eu.

A relação entre Jon Snow e Daenerys Targaryen tomou nuances de intriga e será interessante de ver os desdobramentos e consequências após a batalha contra os Caminhantes Brancos – se é que existirá um “após” para os dois e os demais personagens.

O romance apressado entre o bastardo e a Mãe de Dragões sempre dividiu a opinião de quem assiste e um apontamento é constante: Khaleesi mudou seu comportamento quando se juntou a Jon e tornou-se uma personagem inconstante. Snow é o herdeiro legítimo do Trono de Ferro, então será que agora haverá problemas entre os personagens pela disputa do mesmo? Talvez seja o fim para este amor.

É cedo para afirmar que Game of Thrones errou completamente a forma de contar a história neste início de temporada. É possível que entendamos o motivo somente no capítulo final. No entanto, com dois episódios lançados, já não há mais tempo para conclusões de arcos. Nem mesmo para momentos rasos, descartáveis, esquecíveis. A história se afunilou e clama por guerra.

NOTA: 7.


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Análise | Game of Thrones – S08 Ep01

Episódio morno e necessário para o seguimento da trama


Game of Thrones retornou para a temporada final com o episódio “Winterfell”, marcado principalmente por reencontros. Sansa Stark e Tyrion Lannister, por exemplo, ainda nutrem mágoas pelo casamento arranjado. Arya Stark e Sandor “Cão de Caça” Clegane mantêm uma relação de admiração e ódio, mesmo com o passar do tempo. Yara e Theon Greyjoy estão unidos pelo propósito da guerra, pelos laços de irmãos e por odiar um inimigo em comum.

Contudo, nenhum destes se compara com os três reencontros de Jon Snow no primeiro episódio da oitava temporada. O primeiro foi com os irmãos Stark, onde houve a surpresa do bastardo em ver Bran adulto e sábio e de perceber que Arya desenvolveu a bravura. No segundo, um momento de emoção em rever o amigo Samwell Tarly – a amizade que possui os maiores significados dentro da saga. E é no terceiro onde há o notável reencontro de Snow com a verdade, quando Sam lhe conta sua real origem. Jon não é um bastardo e seu nome real é Aegon Targaryen, herdeiro legítimo do Trono de Ferro. Ao menos ele deixa de não saber de nada.

A cena do voo/passeio dos dragões agrega visualmente, apenas isso. Afinal, dar tempo de tela à imponência de Drogon e Rhaegal é interessante e prepara o terreno para a batalha final. A interação entre Jon Snow e Daenerys Targaryen é que foi um tanto quanto rasa. Alívio cômico que envolveu o casal e ciúmes dos dragões? Inusitado, porém aceitável para mostrar mais da relação entre os personagens.

A troca de núcleos merece elogios. Quando se pensava em cansar dos diálogos da vez e pegar o celular para checar as notificações ou ver a hora, vinha de imediato a mudança para outros personagens, em outros locais de Westeros. Pontos para a produção da série pela dinamicidade.

Sem esquecer, é claro, da abertura de Game of Thrones. Magistralmente conduzido pela música e o trabalho de efeitos visuais, os créditos iniciais passeiam por lugares cruciais da história. O destaque é que, pela primeira vez, são mostrados os detalhes internos das construções combinados com as partes externas. A sensação é de satisfação pelo empenho dedicado nestes detalhes.

No entanto, o episódio de estreia foi morno. No geral, nada de grandioso, tampouco memorável. Durante uma hora, houve a quebra de expectativa sem combates de fato, ação desenfreada, mortes. A explicação para tal estreia tão fria se baseia em dois pontos: 1) a necessidade de “gastar” tempo para definir o rumo da temporada e 2) saciar a saudade dos fãs sem entregar tantas revelações.

O avanço da história em relação à saga literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do autor George R.R. Martin, é benéfico: cria hype em cima de todos os episódios da derradeira temporada, mas é preciso entregar o que os fãs merecem e não o que eles querem. O tabuleiro já está com quase todas as peças organizadas, agora restam alinhamentos na trama e jogar o jogo da grande guerra.

NOTA: 7.


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Game of Thrones tem estreia da última temporada neste domingo (14)

Serão seis episódios para concluir o oitavo ano


A espera acabou: a oitava e última temporada de Game of Thrones estreia neste domingo (14). Após ficar 2018 sem uma transmissão na TV, a série épica retorna com muita expectativa em cima dos seis novos episódios. A HBO transmite o episódio de estreia a partir das 22h no Brasil.

Esta será a conclusão da saga que começou em 2011 com a adaptação das “Crônicas de Gelo e Fogo”, livros do autor George R.R. Martin.

A série foi criada pelos showrunners David Benioff e D.B. Weiss e logo tornou-se um fenômeno mundial. De acordo com Richard Plepler, presidente da HBO, os episódios são “como seis longas-metragens”.

Acompanhe os Jornaleiros para ler as análises dos episódios um dia após a transmissão na televisão.


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